quarta-feira, 24 de junho de 2009

Flor de Cactus




(Para D. Penha - minha vó)
Hoje eu não tava pra ninguém. Não tava pra Pitágoras, pra Galileu, nem pra Newton. Não tava pra Maria, nem pra José. Não tava pra piadas sem nexo, pra sorrisos e abraços amorosos. Eu hoje eu tava mesmo era com vontade de ser Hamelin.
Procurei refúgio naquele lugar que sempre fora meu porto seguro. Fiz o que há muito não fazia. Me saciei do que há muito não me saciava.
Te encontrei lá e me senti segura como quando eu corria pra debaixo das suas cobertas nas noites de pesadelo e ficava bem só em sentir teus cabelos macios nas minhas mãos trêmulas.
Não me importei em te esperar naquela sala vazia, cheia de revistas velhas.
É que ouvir as suas queixas; suas novidades. Te contar os meus desejos; meus segredos... me fez bem.
Ver o teu sorriso e ouvir uma gargalhada perturbadora totalmente inesperada ao ver todos aqueles ovos recém-quebrados, me fez sentir saudade de mim, saudade de nós. Saudade aprender sobre as flores. Vontade de ouvir Elymar Santos, Roberto Carlos, Gal Costa... “Aaai iôiô!”. Vontade de ser mais eu, vontade de ser mais você. De ter mais você!
Hoje vou dormir mais feliz, vou com o teu beijo fraternal.

3 comentários:

  1. Chorei. Chorei pelo fato da sinceridade. Chorei pelo amor que ultrapassa o limite da felicidade de amar.

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