Ontem foi dia 29... tá chegando... falta só um mês! Ontem eu fui noiva, quis estar mais perto das pessoas, quis compreender, quis estar e me fazer presente. Ontem eu quis ainda mais montar o Tropicália para a cadeira de canto. Hoje mais ainda. Ontem eu fiz de tudo pra driblar essa gripe e fui ensaiar com a maior energia que eu pude buscar. Ontem eu tive vontade de esganar, de cuidar e de pegar na mão e rodar. Ontem eu fiz a feira e ouvi meu pai contar suas aventuras do passado. Ontem eu pensei no Robson e no Honório mais do que pensei no resto das pessoas que conheço. Ontem eu fui dormir bem; fui com aqueles abraços.
Hoje eu quero. Quero recomeços, reinícios. Mas trago bagagem. Desculpa, sou uma pessoa de bagagens.
Mas ela não é pesada. Gosto da bagagem boa. Guardo nela os abraços, os sorrisos, os carinhos, as broncas boas, as lágrimas, os sons, as vibrações... Hoje acordei pensando nisso, na bagagem que a gente carrega...
Hora de levantar.
08:00 - Acorda e vê que o gato demoníaco da sua avó subiu na prateleira e fez xixi no seu Tomate verdes fritos. #homicidafeelings
09:00 - Desiste de matar o bixano e vai tomar café
09:30 - Estuda a partitura de California Dreamin
10:30 - Aquecimento ao som de Rita Lee & Tutti Frutti.
Nesse momento: dando satisfações nem ela sabe o porquê... "...é só um querer."
Bom dia pra quem tá acordando agora e boa tarde pra quem aproveitou a manhã e uma ótima noite aos que são de bem, aos que carregam bagagem e aos leitores.
quarta-feira, 30 de março de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Que horas amanhã? Digo: mais tarde...?
E eu te digo: Eu penso só no sol... Mais tarde, sol mais forte. Eu simpatizo com seis e sete ou sete e meia. Que é até bom pra gente sentir na pele que tem que dormir mais cedo.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Noite para três
Vieram dois, formamos três
De loucura, quatro. De lucidez, três novamente
Você que não foi, você que chorou, você que não ligou
Não viu, perdeu, não sabe
Não sabe que por entre as gotas de chuva, o mar e o céu avermelhado, haviam três sorrisos, três ecos de saudade, três livres confessos.
Para Felipe Abreu e Evan Teixeira.
Também para aqueles que não ligaram, que choraram, que não sabem.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
ésses.
Eu queria que você viesse
que apagasse a luz
que me abraçasse
que me fizesse dormir
Eu queria que você viesse.
que apagasse a luz
que me abraçasse
que me fizesse dormir
Eu queria que você viesse.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Não há cinzas.
Eu sei que nunca mais lerei esses livros empoeirados na minha estante
que a minha camisa de algodão ficará velha um dia
que a varanda está fria e que o meu cinzeiro nunca usado continua lá, esperando as cinzas de um dia difícil
que os meus pés cansados e a minha cabeça à mil são provas de um dia vivido
que o meu medo de perder as pessoas continua; tenho medo de que elas dobrem a esquina e não saibam mais voltar.
Mas não sei dar nome a essa respiração ofegante, a essas batidas aceleradas e a essa ansiedade.
que a minha camisa de algodão ficará velha um dia
que a varanda está fria e que o meu cinzeiro nunca usado continua lá, esperando as cinzas de um dia difícil
que os meus pés cansados e a minha cabeça à mil são provas de um dia vivido
que o meu medo de perder as pessoas continua; tenho medo de que elas dobrem a esquina e não saibam mais voltar.
Mas não sei dar nome a essa respiração ofegante, a essas batidas aceleradas e a essa ansiedade.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
DIA.
Sem mais tardes mornais, normais.
Em casa, estou de visita. Me encontro na rua, nos lugares, nas pessoas.
Cedinho me misturo aos traseuntes e chego aonde quero estar. Depois, me misturo novamente e chego onde quero ficar.
A noite, meus pés nada atraentes não me impedem de dançar, de criar. Invocamos deusas, musas e ninfas das fontes de Evoé.
Um postal de Amália Rodrigues na minha cabeceira me faz sentir uma profunda saudade de quem agora está na Cidade Invicta.
Não tenho pressa, tenho vontades. Vejo o tempo sumir, vejo o tempo passar. Vou juntando cores pelo caminho e sigo me renovando dia a dia, a cada manhã.
Em casa, estou de visita. Me encontro na rua, nos lugares, nas pessoas.
Cedinho me misturo aos traseuntes e chego aonde quero estar. Depois, me misturo novamente e chego onde quero ficar.
A noite, meus pés nada atraentes não me impedem de dançar, de criar. Invocamos deusas, musas e ninfas das fontes de Evoé.
Um postal de Amália Rodrigues na minha cabeceira me faz sentir uma profunda saudade de quem agora está na Cidade Invicta.
Não tenho pressa, tenho vontades. Vejo o tempo sumir, vejo o tempo passar. Vou juntando cores pelo caminho e sigo me renovando dia a dia, a cada manhã.
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